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18/12/2017

A política e os Jovens


“O momento político brasileiro exige a manifestação dos jovens. É elementar a conscientização de que todos são responsáveis pela atuação e o futuro de nosso país”

Mauro Moraes

Todos são atingidos pela política que vigora em nosso país, seja pelos seus efeitos benéficos, ou pelos seus resultados danosos. A vida em sociedade, característica da natureza humana, gera as relações políticas, das quais somos todos participantes conscientes ou inconscientes.

Os atos governamentais, originados em determinada orientação política, influenciam diretamente no andamento dos diversos setores da sociedade. Ao jovem cumpre definir-se sobre o tipo de governo que quer para seu município, estado e país, e lutar para estabelecê-lo. As condições do mercado de trabalho, questão de importância fundamental aos jovens que iniciam sua vida profissional, são determinadas pela política econômica vigente no país.

A qualidade e oportunidade de ensino, são intimamente ligadas à vontade institucional de promover o desenvolvimento cultural na nação. A possibilidade de repartição justa dos resultados provindos do trabalho nacional, dependem da disposição política de um governo à promoção da justiça nacional.

Nossa linha de ação política administrativa é clara e definida, porém não procuramos impô-la aos nossos jovens, mas sim sujeitá-la à discussão de todos os seus pontos, para somente depois estabelecermos um compromisso de responsabilidade baseado no consenso geral. Entretanto, para o cumprimento desse acordo, somente a boa vontade política do representante, não conseguirá concretizar os anseios de seus representados. Na política assim como em todos os setores da vida humana, degladiam-se as boas e más disposições, e, enquanto não desenraizar-se esse problema, o jovem, participante mais ativo, deve procurar identificar uma e outra tendência e dispor-se em apoio integral ao bem público, recusando as políticas hediondas.

É elementar a conscientização dos jovens de que todos são responsáveis pela atualidade e futuro de nosso país. Por esse motivo, é primordial a definição individual com relação ao que queremos para nós e para nossa nação. essa atitude qualifica-nos para decidirmos se queremos a vigência de uma política paternalista, com o governo interferindo em todos os setores da sociedade, ou se preferimos fazer por nós mesmos, delegando à política institucional uma função organizacional, gerenciadora do bem estar social, e preocupada, sobretudo, em dar oportunidade a todos instaurando-se o regime edificando na boa vontade nacional.

O momento político brasileiro, exige a manifestação dos jovens. Nossa geração é o produto de uma época obscura da história política do país. Sem exasperar críticas, entendemos que o principal equívoco do governo militar em duas décadas, foi não ter incentivado a formação de lideranças civis, relegando os jovens generalizadamente, à posição de rebeldes e revolucionários, condenando-os a uma atualidade destituída de lideranças políticas expressivas, e sujeitando os poucos que conseguiram sobressairem-se a uma instituição política truncada e retrógrada. Porém, agora o jovem já pode participar politicamente, e não lhe é obrigatória a omissão. Apesar das barreiras sistemáticas que são impostas à participação progressiva da juventude, existem condições para unir-nos, municionar-nos de um ideal abrangente, estimularmos a todos os jovens a vencerem o estado de lassidão individual e incentivá-los a participarem da revolução dos jovens pela transformação política no Brasil.

As opções existem. Convocamos os jovens a unirem-se e ajudarem-nos a implantar no Brasil, a partir de nossa cidade, uma política autêntica, que estimule a produção suficiente, que fiscalize a distribuição justa e que incentive o consumo racional. Com os jovens unidos e boas idéias, mudaremos o Brasil.