25/09/2017

Movimento Sem Violência

Ver Álbum de Fotos

Movimento Curitiba Sem Violência é um marco na luta pela segurança

O Movimento Curitiba Sem Violência surgiu com o intuito de agrupar diversos segmentos da sociedade civil organizada em prol de um objetivo comum: a segurança na cidade. Empresários, estudantes, associações de bairros, líderes comunitários, entre outros grupos, sempre estiveram presentes em todas as passeatas organizadas pelo movimento. “Precisamos criar uma política contra a violência urbana e para isso precisamos de todos reunidos em um movimento só, onde buscaremos a ajuda do governo para atender as nossas solicitações”, disse o mentor do movimento, deputado Mauro Moraes.

 

Para o parlamentar, a questão não consiste apenas em evidenciar os números da violência, mas também propor alternativas para combatê-la, levando o tema para uma discussão aberta entre a sociedade e os poderes constituídos. “É preciso debater os problemas que geram a violência, como a falta de policiamento e de políticas voltadas exclusivamente ao combate à criminalidade”, pontuou. Dados levantados pelo deputado demonstram que em 1993, ou seja, há mais de 10 anos, a Polícia Militar contava com um efetivo de 20.200 policiais e hoje conta com pouco mais de 16 mil homens. “Venho pedindo ao governador que pelo menos reponha estes efetivos, para dar um pouco mais de segurança à Capital do Paraná”, disse o deputado.

Mais de 100 mil assinaturas

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa do Paraná, Mauro Moraes tem acompanhado as reivindicações de cidadãos comuns. A maioria vê como principal problema da capital a falta de segurança nos bairros. Desde o primeiro encontro do movimento, em 2003, ainda no mandato anterior do governador Roberto Requião (PMDB), o parlamentar já recolhia assinatura de milhares de curitibanos preocupados com os altos índices de violência. Ainda assim, muitos pontos levantados pelo abaixo-assinado não foram atendidos, como a maior reposição de policiais e viaturas, bem como a retomada dos módulos policiais e policiamento nos sinaleiros de maior fluxo e onde ocorre o maior número de assaltos. “Atualmente assistimos um a verdadeira onda de assaltos em casas lotéricas e agências bancárias”, comentou o parlamentar.

 

Curitiba não vai perder nem para violência nem para falta de competência.

“Nunca tive dúvidas de que esse mutirão se tornará em breve um marco no combate à insegurança na capital”, comentou o deputado sobre a grande adesão dos curitibanos ao movimento. Desde o primeiro encontro a mobilização tem contado com a participação de presidentes de associações de bairros, representantes e presidentes de vários sindicatos, entidades esportivas, empresários de vários segmentos, profissionais liberais, representantes de vários partidos, deputados e vereadores, diretores e professores de escolas estaduais, colégios particulares e universidades, representantes de movimentos religiosos, entre outros.

Curitiba pode se transformar numa capital violenta como São Paulo e Rio de Janeiro

“Curitiba corre o risco de se transformar num Rio de Janeiro, caso não se trabalhe já, para evitar que isso ocorra”, pontuou Mauro Moraes. Na avaliação do parlamentar, os primeiros passos já foram dados. “Vamos trabalhar com afinco para reunir as pessoas em torno deste mesmo objetivo, daremos informações e orientações nos bairros e escolas e conseguiremos as assinaturas necessárias para sensibilizar as autoridades competentes”, disse.
Logo no primeiro encontro, cerca de mil pessoas participaram das comemorações, representando um marco na história de Curitiba. “A cidade nunca viu tamanha mobilização pela segurança”, comentou. Ainda hoje, o Movimento Curitiba sem Violência está sendo considerado pelas autoridades na área e segmentos representativos da sociedade, como o primeiro grande passo para inserir a comunidade neste trabalho de combater o crime, sob as diversas maneiras pela qual se apresenta.
“O trabalho será grande e não podemos acreditar que tudo será feito a curto e médio prazo. Queremos transformar o Movimento Curitiba sem Violência numa comissão permanente e duradoura que estará sempre vigilante para garantir mais segurança à população”, afirmou o parlamentar.